Steam Machine vale a pena? Emulação impressiona, mas o preço não fecha a conta
A nova Steam Machine chegou ao mercado e já temos canais testando o novo console da VALVE, em destaque o canal “ETA Prime”, elevaram o conceito de teste, emulação pesada na Steam Machine e não é possível negar, a conclusão é a mesma, a máquina é competente, mas o valor cobrado não faz sentido pra quem manja de hardware.
O que ela realmente entrega
Sem fanatismo, o hardware da Steam Machine é sólido pro que
se propõe. O setup de seis núcleos e 12 threads com GPU AMD sustenta
jogabilidade tranquila em plataformas como GameCube, PS2, Wii U e 3DS. Com
EmuDeck e Emulation Station rodando por trás, a organização da lib e a
configuração dos emulador ficam de boa até pra quem tá começando agora.
Resolução aumentada, gráficos belos, é o destaque: Dolphin,
PCSX2 mandando a maior parte da lib em 4K, RPCS3 surpreendendo em título como
Persona 5 e Demon's Souls. É o tipo de resultado que enche o olho de quem gosta
de ver retrô rodando bonito numa telona.
O ponto fraco aparece quando o assunto é emulação de PS3
mais pesada e alguns casos de Xbox — nada que tire o mérito, mas mostra onde o
TDP travado em 35W cobra seu preço.
Aqui que a conversa fica tensa: o preço
Beleza, a máquina roda bem. Mas me diz uma coisa: por que eu
vou pagar o que a Valve tá cobrando se dá pra montar (ou comprar pronto) algo
igual ou melhor gastando bem menos?
O ponto que interessa pra galera da cena é o build de 600
dólares (sem previsão de preço pro Brasil). Um Ryzen 5 5600 usado, uma GPU RDNA
de segunda mão, uma placa mini-ITX qualquer e SteamOS instalado por fora — e
você já tem algo competitivo, com liberdade total de hardware, upgrade quando
quiser e sem ficar preso a decisão de design da Valve e seu preço impeditivo.
O que fica dessa história
A questão nunca foi "Steam Machine é ruim". Ela
não é. O problema é que ela cobra um preço de produto fechado e exclusivo por
uma proposta que a comunidade PC já resolve há anos com peça usada e SteamOS
instalado por conta própria.
Pra quem curte hardware, sabe procurar peça em site de
segunda mão e não tem medo de meter a mão na massa, montar seu próprio
"Steam Machine" ainda é o caminho mais esperto. A Valve entrega
conveniência plug-and-play — só que essa conveniência, no fim das contas, é o
que você tá pagando caro.

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