Emulador NetherSX2 rodando NATIVO no Switch SURPREENDE
A cena do Switch não para. Além do core do ARMSX2 que já rodava no console via sistema base pela homebrew TICO, agora a comunidade portou o app do NetherSX2 pro sistema da Nintendo, trazendo novidades.
Antes de mais nada é preciso conhecer que o NetherSX2 não nasceu do zero. É uma continuação do AetherSX2, remexida pra focar em performance e dar uma sobrevida pro projeto já descontinuado no Android. Com o port rodando nativo dentro do hardware do Switch, rolou milagre: já tem demonstração de jogos que antes eram mais prova de conceito do que gameplay de verdade, e agora rodam, e rodam bem dentro do possível.
Antes de sair testando, presta atenção nesse ponto, porque é importante: isso não é, de jeito nenhum, o que um usuário comum vai ter jogando normal. Pra chegar nesses números, o canal naga usou overclock agressivo. CPU em 2796 MHz, GPU em 1228 MHz e RAM em 3200 MHz. E o detalhe é que esses valores estouram até o limite seguro que a própria CFW trava por padrão pro silício do chip. Ou seja, foi além do que é considerado seguro pelo firmware, no talo térmico e elétrico do hardware. Isso é benchmark de cena, feito por quem sabe o que tá fazendo e assume o risco — não é setup pra replicar sem entender o que está em jogo.
Com esse cenário puxado no limite, os jogos respondem de formas bem diferentes. Kingdom Hearts 2 surpreendeu, rodando liso em 60 FPS com quedas mínimas que nem se sente jogando. Shinobi também mandou bem, 60 FPS estáveis e imagem limpa, ótimo pro modo portátil. Tekken 5 segura a média de 60 (com uma quedinha ocasional pra 59), mas cobra o preço: o hardware esquenta visivelmente. Já Max Payne fica mais na faixa dos 30 FPS, com quedas pra 22 em cena de ação mais puxada — jogável, mas longe de ser perfeito. Spyro é o que ainda precisa de mais trabalho: oscila entre 30 e 50 FPS e ainda dá uns problemas de áudio pelo caminho.
O projeto segue experimental. Nem todo jogo funciona redondo, e ninguém sabe ainda como isso se comporta no modo portátil puro, sem dock e sem esse overclock extrapolado. Os números bons que apareceram até agora dependem de uma configuração bem específica e arriscada, não é o padrão que qualquer um vai ligar o Switch e ter.
Mesmo assim, o recado que fica é outro: emular PS2 direto no Switch, com qualidade de imagem boa e áudio funcionando, deixou de ser papo de fórum e virou algo palpável. Um console de quase dez anos ainda sendo empurrado pros limites por quem entende de silício e não desiste de forçar a barra. É a prova de que a cena de emulação não parou no tempo, só ficou mais ousada.
Veja na integra os teste do canal naga:

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