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Celsius: O Novo Kernel Exploit que Promete Agitar a Cena PS4 e PS5

A nova vulnerabilidade descoberta é a esperança de muitos usuários de consoles da Sony: apelidada de "Celsius". Este não é o exploit do desenvolvedor Gezine, mas sim uma descoberta feita pelo pesquisador bollars (ou Bolls) através da análise comparativa (diffing) de kernels do PS4.

O bug mora na função ffs_mount do kernel. É um integer overflow que degringola pra um heap overflow. Traduzindo pra quem não está a par do mundo de desenvolvimento: rola um erro feio no jeito que o sistema trata certos valores na hora de montar o sistema de arquivos, e isso abre brecha pra corromper memória. Se alguém souber manipular isso direito, dá pra rodar código em nível de kernel, o nível mais alto de acesso que existe num console.

Ainda é experimental, mas as versões na mira são PS4 até o firmware 13.04 (a Sony tapou o buraco na 13.50) e PS5 até 12.70 (fechado na 13.00). Se seu console já tá atualizado além disso, esquece.

Diferente de outros métodos que dependem apenas de software, o Celsius possui exigências físicas específicas:

  1. Armazenamento externo: é necessário um dispositivo USB 3.0 configurado como armazenamento estendido.
  2. Capacidade: o requisito mínimo é de 250GB, mas a recomendação para evitar problemas de compatibilidade é utilizar unidades de 320GB ou 500GB.
  3. Fator timing: o sucesso do exploit depende da precisão ao conectar o USB no console no momento exato, uma mecânica de sincronização que lembra o antigo exploit da versão 9.00 (exfathax).

Pra ativar o kernel exploit, ainda precisa de uma porta de entrada em userland. Exemplo PlayStation Vue ou BD-J no PS4. No PS5, via Y2JB ou BD-J.

Apesar da empolgação, é fundamental ter "pé no chão". O exploit é considerado difícil de manipular e ainda não existe garantia de que ele se tornará uma ferramenta estável ou facilmente utilizável pelo público final.

Os desenvolvedores pedem que os usuários não perguntem por datas de lançamento (o famoso "etawen") e evitem pressionar os envolvidos, pois o trabalho de tornar uma vulnerabilidade segura e reprodutível é imenso. Além disso, como o processo envolve corrupção de memória, há riscos reais de danos ao console se não for feito corretamente.

Por enquanto, não temos nada disponível na esfera pública, mas nada impede que, no futuro, essa vulnerabilidade venha a ser explorada de forma eficiente, totalmente disponível para geral!

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